E-commerce vs Canibalização

24 08 2010

por Renata Reis


Em marketing, Canibalização é o resultado da introdução de um novo produto que tomará parte do mercado de um produto já existente do mesmo fabricante/marca. Muitos discordam da estratégia alegando que desvia o foco dos objetivos, outros acreditam que se bem planejada pode alongar o ciclo de vida para muitas marcas.

Há duas razões que levam a prática da canibalização: manter-se a frente da concorrência lançando novos produtos/serviços e impedir a queda nas vendas.

Citando um mau exemplo de percepção de mercado, temos a Kodak que levou tempo para entrar no mercado de câmeras digitais abrindo forte mercado para a concorrência.

Quantas marcas não surgiram nesta época? Quais foram os prejuízos para a Kodak? Hoje, qual é a marca da sua câmera digital?

E o que isso tem a ver com e-commerce?

Downes e Mui, ensinam: “Construa um e-business que roube clientes de seu negócio atual pra conquistar fidelidade à marca, alcançar novos mercados ou obter massa crítica”.  Uma atitude bem comum no mundo offline, que não impede de vir a ser presente no mundo online daqui a alguns anos. A idéia é que se você não tirar proveito da internet agora, seu negócio sofrerá depois.

O conceito de canibalização é buscar novas vendas e novas operações afastando um antigo modelo de negócio que não seja capaz de competir com o mercado em constantes mudanças.

De acordo com este conceito, identificando este momento de inovação, boa parte das grandes e pequenas empresas já migraram e estão migrando suas lojas físicas para o e-commerce. Mas qual será o custo desta migração para os pontos de venda?

Acredita-se que parte dos lucros do mundo off partirá para o mundo virtual.  Vale salientar que muitos consumidores utilizam o site para se atualizar das novidades podendo decidir comprar através do site ou ir até uma loja. Já existem cross de métricas que fazem uma relação entre o número de visitas ao site x o número de produtos vendidos em lojas físicas.

Segundo Chris Anderson, “alguns clientes querem ir às lojas. Outros preferem comprar online. Ainda outros gostam de fazer pesquisas online, e depois comprar nas lojas. E também há os que percorrem as lojas e depois compram online. Uns são apressados, outros podem esperar”.

Certamente, o surgimento da loja virtual gerou e ainda gera uma competição muito “sutil” entre lojas físicas (várias) e loja virtual (única).

O fato é que a loja virtual não veio para competir com a loja física, embora  algumas lojas virtuais já ocupem a 1ª posição no ranking das lojas dos grandes varejos, ultrapassando grandes pontos, como o caso do Magazine Luiza que tem como número 1 a sua loja virtual.

E como não competir com um canal totalmente interativo, cheio de promoções ao alcance dos cartões, em vasto crescimento, com baixos custos e repleto de “truques”?

Será que o e-commerce vai canibalizar o tradicional ponto de venda?

Em alguns anos teremos a resposta.

Abraços :)

@_RenataReis_

@contextoweb





Cafezinho na loja virtual

20 08 2010

Por que ele não volta no meu site?

Uma das razões pode ser o desinteresse. Vc sabe qual é o tempo médio de um visitante no seu site, o índice de rejeições, a quantidade de páginas visitadas? Todas estas métricas lhe darão dados que responderá a sua pergunta.

Se a sua resposta for:

-Meu site não é interessante para este público.

Mas que público??? Aquele que está naquele portal que vc fez um investimento e não lhe trouxe conversões, ou melhor, nem pagou o investimento.

Para despertar a atenção de novos consumidores a home page de um site precisa estar “piscando” e com muitos “refletores”, caso contrário a escuridão será refletida na baixa conversão de vendas e alcance de metas.

Tendo como ponto de partida que a home é a porta de entrada do negócio, é compreensível dizer que sua casa deve estar limpa e organizada. O consumidor precisa abrir a porta, entrar e tomar um cafezinho enquanto conversa com você, isto é, correr os olhos na home/conteúdo e em alguns segundos entender a mensagem que o seu site quer transmitir = comprar.

Simplificando, todos estes fatores de organização da informação e facilidade na navegação = Arquitetura da Informação & Usabilidade, tema que não saí de moda quando se fala em e-commerce e com todo mérito.

Sim, o consumidor veio de algum lugar e alguma coisa ele quer. Pode ser simplesmente conhecer a loja (Que bom! Demonstra que sua campanha chamou atenção),  apenas pesquisar um item ou exatamente comprar o produto da campanha (Que ótimo! Significa que vc fez a coisa certa) e agora a casa tem que estar limpa e pronta para uma longa visita.

Este consumidor precisa ser bem recebido e encontrar tudo que deseja com muita rapidez e agilidade, não sirva o café gelado. Mesmo que ele não encontre o que buscou esta experiência tem que ficar clara = não encontramos o produto desejado. Não permita que o cliente entre no seu site e saía porque não entendeu nada ou porque perdeu a paciência de navegar entre a lentidão das páginas.

Mas fora aquelas informações “básicas” como: imagens dos produtos, descrições e comentários, ainda tem o preço. Do que adianta investir em mídia e redes sociais se a concorrência tem o melhor preço??? #fail

Segundo dados do Google Varejo (A.L.), os brasileiros estão em 2o lugar no uso de comparadores de preços com 34% e os americanos estão na frente com 39%. Sendo o Buscapé líder nesse segmento.

Se todas estas questões não estiverem bem estruturadas certamente resultará no desinteresse do internauta pelo seu site. Algo bem natural, não?

Planeje bem antes de começar uma campanha, pois resultados em visitas e vendas ela poderá trazer de imediato, mas a longo prazo a chance será bem menor.

Abraços :)

@_RenataReis_

@contextoweb





E-COMMERCE: Balanço do 1º semestre de 2010

17 08 2010

por Renata Reis

Bom dia!!!

Sou a nova colaboradora do Contexto Web e estou aqui para abrir o post e falar um pouco mais sobre e-commerce com vcs.

E já vamos começar com informações super atualizadas do setor. Boa leitura a todos!

O que é o WebShoppers?

web shoppers

O WebShoppers é uma iniciativa da e–bit e tem como objetivo buscar informações sobre o comportamento de compras dos internautas brasileiros e sua relação com o e-commerce, demonstrando em números toda a evolução do comércio eletrônico nacional. O WebShoppers está em sua 22ª edição.

Mas quem é a e-bit?

Presente no mercado desde janeiro de 2000, a e-bit se tornou uma empresa especializada em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

Então vamos ao resumo do cenário do comércio eletrônico no 1º semestre de 2010.

  • O e-commerce brasileiro cresceu 40% no 1º semestre se comparado ao mesmo período de 2009, atingindo faturamento de R$ 6,7 bilhões e tíquete médio de R$ 379. Para o fechamento de 2010, a expectativa é que o faturamento deva chegar a R$ 14,3 bilhões.
  • Até o primeiro semestre de 2010, foram 20 milhões de pessoas que compraram pela internet ao menos uma vez. Até o final do ano, esse número deverá alcançar 23 milhões.
  • As categorias de produtos mais vendidas no 1º semestre do e-commerce em 2010 foram: Livros e Assinaturas de Revistas e Jornais, Eletrodomésticos, Saúde, Beleza e Medicamentos, Informática e Eletrônicos.
  • A Copa do Mundo alavancou o faturamento no 1º semestre de 2010 com a venda de TVs de tela plana e Artigos Esportivos.
  • O e-consumidor está cada vez mais seguro e confiante em realizar compras via web. O índice de satisfação dos consumidores brasileiros com o comércio virtual atingiu 86% no primeiro semestre.
  • Cerca de 55% dos e-consumidores que fizeram uma compra pela internet proveniente de uma rede social são mulheres.
  • Quando se diz respeito à idade, os compradores provenientes de redes sociais são, em média, 7 anos mais jovens que os compradores do mercado: 34 contra 41 anos.
  • Quando analisamos as categorias preferidas dos e-consumidores provenientes de redes sociais, Moda e Acessórios aparece como destaque, com cerca de 20% do volume transacional.
  • De acordo com dados levantados na Pesquisa de Resistência a Compra, dos e-consumidores que visitaram sites e decidiram não comprar nenhum produto, 62% disseram ter consultado preço, valor do frete ou o custo total do produto, além de ter procurado por promoções e descontos.
  • Dos entrevistados, 86% disseram que apenas olharam alguns itens e saíram da loja, não chegando a começar o processo compra. Já 14% disseram que deram início ao processo de compra, mas acabaram não concluindo o procedimento.

Confira também o vídeo do Diretor Geral da e-bit, Pedro Guasti:

Abraços :)

@_RenataReis_

@contextoweb