Foursquare e o marketing por geolocalização

18 07 2010

por Ricardo Palma

Com o aumento do número de usuários de smartphones, surgem diversas ferramentas que tentam explorar suas funcionalidades. Uma muito interessante é o Foursquare. Trata-se de uma rede social parecida com o Twitter, porém voltada para celulares e que o foco é a geolocalização, ou seja, o usuário, cada vez que acessa, faz o check-in e diz onde está no momento. Além disso, é possível dar a opinião sobre o lugar e ver a opinião de outras pessoas que fizeram o check-in naquele mesmo local.

Quanto mais check-ins uma pessoa faz, mais pontos ela ganha, e se o check-in for feito frequentemente em um mesmo local, essa pessoa pode se tornar o “prefeito” desse lugar. Algumas empresas, vendo no Foursquare uma enorme oportunidade de marketing, começou a premiar quem se torna “prefeito” do local. É o caso da Starbucks, nos Estados Unidos, que dá um desconto para quem se torna prefeito.

No Brasil, ainda há poucos usuários, porém, como aconteceu com diversas outras redes sociais, é questão de tempo até a ferramenta emplacar e vermos ótimos cases de empresas brasileiras que utilizaram o Foursquare para alguma ação.

Atualmente, pessoas que possuem iPhone, BlackBerry, Palm e celulares com o sistema operacional Android, podem fazer download de um aplicativo para utilizar o Foursquare. Usuários de Symbiam (como eu) e outros sistemas, podem acessar o endereço http://m.foursquare.com diretamente do navegador.

Neste site há alguns estudos de caso interessantes do uso do Foursquare por empresas em outros países e abaixo uma apresentação explica bem como funciona o Foursquare:

Obs.: Entre os dias 23 e 27 de Julho, eu e a Maria Fernanda estaremos em Paris Buenos Aires e pretendemos fazer um teste com o Foursquare, fazendo o máximo de check-ins possível. Faremos reviews de todos os lugares que ofereçam wi-fi e vamos ver se alguma empresa já faz alguma ação utilizando o Foursquare. Caso queira acompanhar, me adicione: foursquare.com/user/ricardopalma_. Também prometo postar aqui os resultados e manter vocês informados da expansão do Foursquare no Brasil.





“Você está demitido”

10 07 2010

por Maria Fernanda

“A emissora norte-americana de televisão CNN anunciou hoje a demissão de uma editora responsável pela cobertura do canal sobre o Oriente Médio depois de ela ter manifestado admiração pelo grão-aiatolá Sayyed Mohammed Hussein Fadlallah, falecido no fim de semana”. O Estadão.

“O diretor comercial da Locaweb, Alex Glikas, foi demitido da companhia por enviar mensagens provocativas aos torcedores do São Paulo Futebol Clube pelo Twitter”. INFO ONLINE.

Pois é. E não foram só eles. O jornalista Felipe Milanez editor da National Geographic Brasil manifestou-se de forma negativa em relação à Abril – empresa licensiada pela National Geographic e também perdeu o emprego. No caso dele, o comentário “ofensivo” foi em relação a revista Veja: “Eu costumava ignorar a idiota Veja. Mas esse racismo recente tem me feito sentir mal. É como verem um filme da Guerra torcendo pros nazistas (sic)” foi o que ele disse segundo o BrasilWIKI.
Seus superiores nem pensaram duas vezes: foi demissão imediata.

demissão

Outro caso, mas dessa vez com um conteúdo positivo: o do ex-CEO da SUN Microsystems, que anunciou pelo twitter que deixava o cargo. Veja a notícia da INFO Online.

O boca-a-boca gera muita publicidade positiva e isso se reflete no mundo online. As recomendações negativas, no entanto, afetam os consumidores numa proporção muito maior e o cuidado é vital para uma boa administração dos perfis organizacionais online.

Não se trata aqui de julgar as atitudes e conseqüências de cada caso – e nem nos cabe fazer isso. Considero importante, no entanto, que seja prestada a devida atenção às mídias socias e formas de comunicação online dentro das empresas. É preciso que se divulgue a conduta ética online esperada dos colaboradores e em contrapartida, oferecer-lhes treinamento e informação a respeito do assunto.Dessa forma, ações bem sucedidas como a do ex-CEO serão mais provavelmente encontradas do que às recentes demissões forçadas.

Assim sendo, fica a dica para lidar com tais situações: bom senso, treinamento e informação.

update: Veja também no site IDGNow:advogados afirmam que empresas podem demitir em função de comentários no Twitter.